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quarta-feira, 4 de março de 2015

COMO APLICAR LIMITES AS CRIANÇAS??

Cada vez mais, muitos pais de crianças muito jovens  (3-5 anos) que se queixam que eles não  sabem  o  que  fazer  para  controlá-los,  que  os seus filhos obedecê-las, e enfrentar  muitas situações em que as crianças se comportam como pequenos tiranos que governam  seus próprios pais. Um dos erros que podem fazer alguns pais é estabelecer "limites soft"  como chamou RJ MacKenzie em seu livro "Colocar limites. Como aumentar responsável, as crianças independente, com fronteiras claras ".O autor caracteriza como limites soft "Quando NÃO significa sim, às vezes, ou talvez". Ou seja, nós estamos dizendo  'Não' para a criança, mas não fortemente, o resultado é que a criança está se comportando mal,  não obedece, discutir, e assim por diante. Um exemplo comum todos os dias da fixação de um limite suave é quando os pais têm de repetir as coisas novamente e novamente até que a criança  e não dar um grito, ele não termina a ignorá-los. Limites firmes conjunto não significam punição ou outros métodos utilizados punitivos, mas sim, agir com calma, mas firme e consistente.

Segundo o Dr. Charles E. Schaefer, professor de psicologia e diretor do Centro de Serviços  Psicológicos no Fairleigh Dickinson University, em New Jersey, EUA, para efetivamente educar os nossos filhos, devemos fazer as regras em casa, a fim de cumprir. O segredo é fazê-lo de forma consistente e firme.Uma das conseqüências educacionais de uma falta de habilidade na definição das regras e dos limites pode ser a falta de respeito, que ocorre quando falamos muita emoção, exagerada, e em muitos casos, errado em nosso caminho para expressar claramente o que queremos ou fazemos isso com muita autoridade.Assim, quando precisamos dizer aos nossos filhos a fazer algo e "agora", aponta algumas dicas básicas para a implementação limitações educacionais, tais como:1. Objetividade. Diz-se frequentemente em nós mesmos e os outros pais em expressões como "Seja bom", "Seja bom" ou "não faça isso."Esses termos significam coisas diferentes para pessoas diferentes. Os nossos filhos vão nos entender melhor se marcamos os nossos padrões de uma forma mais concreta. Um limite bem especificadas em frases curtas e geralmente claras instruções precisas para uma criança. "Fale suavemente em uma biblioteca", "alimenta o cão agora", "pegue a minha mão para atravessar a rua" são alguns exemplos de formas que podem aumentar substancialmente a relação de cumplicidade com seu filho.2. Opções. Em muitos casos, damos aos nossos filhos uma oportunidade limitada para decidir como cumprir suas "ordens". Liberdade de oportunidade de fazer uma criança sentir uma sensação de poder e controle, reduzindo a resistência. Por exemplo: "Esta é a hora do banho Você quer banhar-se preferir.?". "É hora de se vestir. Você quer escolher um vestido ou devo? Esta é uma maneira rápida e fácil de dar a uma criança duas opções para fazer exatamente o que queremos.3. Firmeza. Nas questões realmente importantes, quando há resistência à obediência, precisamos firmemente aplicar o limite. Por exemplo, "Vá para seu quarto agora" ou "Stop!, Brinquedos não são para atirar" são um exemplo disso. Limites firmes são melhor aplicados com um certo tom de voz, sem gritar, e uma expressão séria no rosto. Os limites suaves supõem que a criança tem a opção de obedecer ou não. Exemplos de limites leves: "Por que você não tira os brinquedos fora" "Você deve fazer a lição de casa agora", "Venha para casa agora, ok?" ou "Eu realmente quero purificá-lo."Estes limites são apropriados para quando você quer que seu filho tomar um caminho certo. De qualquer forma, para aqueles que poucas obrigações "deve ser feito", será o melhor aliado do seu filho se você aplicar um mandato forte. A empresa está entre as mais leves e os autoritários.4. Acentuar o positivo. As crianças são mais receptivas a "fazer" o que é dito quando eles recebem o reforço positivo. Alguns repressão direta como o "não" ou "para" dizer a uma criança que seu desempenho é inaceitável, mas não explica qual é o comportamento apropriado. Em geral, é melhor dizer a uma criança o que fazer ("Speak Low") antes de ele não deve fazer ("Não chore"). Pais autoritários tendem a dar ordens mais a dizer "não", enquanto outros tendem a mudar as ordens frases claras que começam com o verbo "fazer".5. Salvar distâncias.Quando dizemos "eu quero que você vá para a cama agora," estamos construindo uma luta pelo poder pessoal com nossos filhos. Uma boa estratégia é afirmar a regra de uma maneira impessoal. Por exemplo: "É hora de dormir oito horas", e mostrar-lhes o relógio. Aqui estão alguns conflitos e sentimentos entre a criança eo relógio.6. Explica o porquê. Quando uma criança entende a razão para uma regra como uma forma de evitar situações perigosas para si e para outros, vai se sentir incentivado por ele. Assim, o melhor quando se aplica um limite, é explicar por que a criança deve obedecer. Entender por que as crianças podem desenvolver valores internos de conduta ou comportamento e criar sua própria consciência. Antes de dar uma longa explicação que pode distrair as crianças, diz que a razão em poucas palavras. Por exemplo: "Não morda as pessoas de que vai doer,." "Se você jogar os brinquedos de outras crianças, eles vão se sentir triste, porque eu gosto de jogar mesmo com eles".7. Sugere uma alternativa. Sempre que você aplicar um limite para o comportamento de uma criança, tenta indicar uma alternativa aceitável.Som menos negativo e seu filho vai ser compensado. Assim, você pode dizer: "Esse é o meu batom e não é para jogar. Aqui está um lápis e papel para pintar." Outro exemplo seria dizer: "Eu não posso dar um doce antes do jantar, mas posso dar-lhe um sorvete depois." Através da oferta de alternativas, você está ensinando seus sentimentos e desejos são aceitáveis. Esta é uma maneira mais correta de expressão.8. Firmeza no cumprimento. A regra precisa é essencial para a efetiva implementação do limite. Uma rotina flexível (dormir uma noite em 8, às 8 e meia no próximo, e 9 na outra noite) convida resistência e torna-se impossível de cumprir. Rotinas e regras importantes na família deveriam ser efetivas dia a dia, embora você esteja cansado ou indisposto. Se você dar ao seu filho a oportunidade de dar a volta às suas regras, eles vão certamente tentar resistir.9. Desaprovam o comportamento, não a criança. Deixar claro para seus filhos que sua desaprovação está relacionada ao seu comportamento e não ir diretamente a eles. Não mostrar rejeição em relação às crianças. Antes que você diga "você é mau", devemos dizer "isso é errado" (desaprovação da conduta).10. Controla as emoções. Os pesquisadores observam que quando os pais estão muito zangados punido mais severamente e são mais propensos a ser verbalmente e / ou fisicamente abusivo aos seus filhos. Há momentos em que precisamos de ter a situação mais calma e contar até dez antes de reagir. Disciplina é basicamente ensinar a criança como se comportar. Você não pode ensinar de forma eficaz se estamos extremamente emocional. Na frente de um mau comportamento, é melhor ter um minuto e depois calmamente fácil perguntar: "O que aconteceu aqui?". Todas as crianças precisam de seus pais para estabelecer diretrizes para consulta comportamento aceitável. Quanto mais nos tornamos especialistas na definição dos limites, o maior cooperação que recebemos de nossos filhos e menor será a necessidade de consequências desagradáveis ​​para os limites sejam cumpridos. O resultado é uma atmosfera caseira mais agradável para pais e filhos.  

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

1. Existe o brinquedo certo para cada faixa etária?
É claro que uma criança de 3 anos pode se encantar por um chocalho de recém-nascido ou, ao contrário, que um recém-nascido é capaz de ficar excitadíssimo ao ver as luzes ou o som de um carrinho motorizado feito para meninos com mais de 5 anos. No entanto, existem alguns brinquedos fundamentais para cada fase do desenvolvimento infantil. Quando expostas a tais objetos, meninos e meninas podem descobrir e aprimorar habilidades motoras, sensoriais e emocionais. 

- Enquanto são bebês (dos zero aos 23 meses), o desenvolvimento ocorre de forma muito acelerada. Cada mês é uma descoberta. Logo no início, brinquedos que estimulam a audição e a visão, como móbiles e chocalhos, são os mais indicados. Em seguida, entram em cena peças para encaixe, que estimulam a coordenação motora por tentativa e erro, e os bonecos;
- Dos 2 aos 6 anos, as crianças vivem a chamada primeira infância, onde tudo amadurece. Entram nessa fase com uma coordenação motora que permite um andar meio atrapalhado e saem andando de bicicleta sem rodinhas, escrevendo. Começam num faz de conta simples e saem criando altas histórias. Jogos simples que envolva interação com o outro, jogos que permitam explorar o corpo, bonecos, miniaturas do mundo adulto e ainda os blocos de encaixar são fundamentais;
- A partir dos 7 anos, a escola ocupa um importante espaço na vida dos meninos e meninas. Kits científicos que transmitam conceitos escolares de forma lúdica fazem sucesso. Além disso, suas capacidades cognitivas já estão prontas para jogos que exijam raciocínio e estratégia.

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

CRIANÇAS SEM ROTINA PARA DORMIR APRESENTAM MAIS PROBLEMAS COMPORTAMENTAIS.



Pesquisa mostra que dormir em horários diferentes pode prejudicar o relógio biológico do seu filho e aumentar as chances de hiperatividade e ansiedade no futuro


crianca_dormindo (Foto: ThinkStock)

Pesquisadores analisaram a rotina de sono de 10.230 crianças aos 3, 5 e 7 anos. Depois de compilar todos os dados e analisar questionários respondidos pelos pais e professores, os cientistas perceberam que ter horários irregulares para dormir afeta o relógio biológico da criança e, consequentemente, o funcionamento do corpo. As mudanças aparecem logo no humor e no apetite, mas não param por aí.
Você já deve ter ouvido muitas vezes a importância de manter uma rotina antes de colocar seu filho para dormir. Um estudo britânico publicado na revista científicaPediatrics acaba de reforçar, mais uma vez, os benefícios de manter os horários das crianças à noite.
A longo prazo, crianças sem rotina de sono tiveram notas mais baixas em testes que mediram a capacidade de resolver problemas e mais chances de desenvolver hiperatividade e problemas emocionais, como ansiedade e envolvimento em brigas com colegas.
Segundo os cientistas, as mudanças na hora de dormir são semelhantes aos efeitos do jetlag, aquele cansaço que você sente após uma viagem, sabe? E assim como o seu sono se altera após um voo longo, o mesmo acontece com seu filho, que sofre com os efeitos.
Mas, se aí na sua casa não há um esquema certinho para o momento de descanso das crianças, aqui vai uma boa notícia. Todos esses prejuízos são reversíveis. Ou seja, assim que você conseguir estabelecer os horários, seu filho vai melhorar as notas e ter menos chances de desenvolver problemas de comportamento.
Vamos lá, então? A pediatra Marcia Pradella-Hallinan, do Instituto do Sono da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), orienta que duas horas antes de seu filho ir para a cama, você sirva o jantar (para dar tempo de a refeição ser digerida) e diminua o ritmo da casa. Um banho também ajuda a acalmar. Melhor trocar a TV, o videogame ou os tablets por brincadeiras mais calmas e pela leitura de um livro.
Na hora de colocá-lo para dormir, vista o pijama e ofereça um pouco de leite (ou amamente, no caso dos menores). Com ele já deitado na cama ou no berço, conte uma história  (inventada também vale...). Uma música calminha ou até mesmo cantada por você pode fazer parte deste momento.

Quando já estiver quase dormindo, dê um beijinho de boa noite e deixe-o adormecer sozinho.
Pode ser que seu filho demore para se adaptar à rotina. Isso é normal. O importante é se manter firme e repetir a técnica por pelo menos 15 dias antes de fazer qualquer mudança. Aos poucos, por já saber o que esperar, a criança fica mais segura e, com certeza, vai dormir melhor.

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

COMPORTAMENTO INFANTIL



Listamos algumas situações em que os pais se perguntam como proceder ou como resolver tudo da melhor maneira possível.
O que fazer quando seu filho morde o amiguinho, dá tapas em você ou se atira no chão e começa a gritar? A ideia, claro, é sempre optar pelo caminho da boa educação. Para isso, conversamos com alguns especialistas, que sugerem maneiras de como lidar com o pequeno –seja um bebê, seja uma criança pequenina – diante desses comportamentos.
Decifrar o comportamento infantil não é tarefa fácil para os pais. A busca por respostas costuma esbarrar na maneira como eles criam os filhos, na quantidade de “nãos” que conseguem dizer a eles, nos limites que são capazes de impor.
Muitas vezes, os adultos intuem como devem agir, mas o medo de frustrar as crianças acaba resultando em resignação. “Elas são assim mesmo”, dizem. Realmente, crianças têm atitudes-padrão em cada fase da vida, mas isso não significa que os adultos tenham de acatar ordens e aceitar todos os ataques como naturais no processo de desenvolvimento. Para ajudar os pais a agir nesses momentos difíceis, procuramos especialistas em educação e comportamento infantil, que sugerem alguns caminhos.

Até os 2 anos de idade

1. Meu filho tem a mania de morder as pessoas. Como mostrar a ele que isso é errado?

“É até esperado pelos profissionais que lidam com crianças que elas façam isso até os 3 ou 4 anos de idade, mas os adultos não podem permitir que mordam, porque machuca, é errado”, explica Silvia Amaral, pedagoga, psicopedagoga, coordenadora da Elipse Clínica Multidisciplinar e conselheira da Associação Brasileira de Psicopedagogia.

No momento em que seu filho morder um coleguinha ou qualquer outra pessoa, Silvia aconselha a boa e velha conversa olhos nos olhos. “Fique na mesma altura que a criança e fale firmemente que isso não pode nem deve mais acontecer porque machuca e dói. Os pais têm de deixar claro que não aprovam o comportamento porque, mesmo elas não tendo noções claras de certo e errado, não podem fazer tudo que querem”, diz ela.

Isso não significa que o comportamento não vá se repetir, mas todas as vezes em que isso ocorrer é necessário deixar clara sua posição. “Agora, se acontecer com frequência, toda semana, por exemplo, significa que a agressão está se tornando um hábito e é preciso buscar a ajuda de um profissional.”

2. O que faço para meu filho parar de chorar?

Para Vera Iaconelli, psicóloga e coordenadora do Instituto Gerar – Escola de Pais, antes dos 2 anos de idade, o choro nunca é de manha. “Nessa fase, a criança não tem recursos para isso, portanto o choro constante indica algum tipo de desconforto, físico ou emocional, que precisa ser investigado pelo médico. Como não sabe falar, o bebê usa o choro para demonstrar seu sofrimento.” A partir dos 2 anos, porém, a criança já percebe como pode manipular os pais e usa o choro para tentar conseguir o que deseja. “Eu acredito que uma das formas de ajudá-la a aprender a lidar com as frustrações seja não atendendo a seus desejos quando eles vêm junto com o choro de birra.”

3. Preferir a companhia do pai/mãe ou de outra pessoa em determinado momento significa que meu filho não gosta de mim?

Faz parte da natureza humana preferir a companhia de uma ou outra pessoa, e o ser humano aprende a demonstrar isso logo cedo. Os pais devem se preparar, pois os filhos sempre buscam a companhia de um ou outro por razões que nem sempre ficam claras. Se é para jogar bola, o menino geralmente chamará o pai, mesmo que a mãe adore futebol. Para ir ao cinema, pode preferir ir com a mãe ou a avó. Quando nenê, às vezes adora o colo de uma tia, embora nessa fase o mais comum seja desejar ficar com a mãe. “Os pais precisam ter maturidade para aceitar essa frustração, pois frequentemente os filhos vão querer estar longe deles, em especial quando crescerem. É difícil, mas eles sabem que criam os filhos para o mundo e um dia serão preteridos”, afirma Vera Iaconelli.

4. Como devo agir diante de um ataque de fúria do meu filho em locais públicos ou se ele chuta quando não é atendido?

A sugestão da psicopedagoga Silvia Amaral é você tentar impedir abraçando a criança por trás na tentativa de contê-la e mostrar sua contrariedade. Atenção: nunca dizer que você está contra ela, mas que o comportamento dela é errado, que você não aprova a maneira de ela agir. “Se não der resultado e ela não estiver correndo perigo, se batendo, por exemplo, sugiro que os pais se afastem. É melhor do que ficar perto, morrendo de vergonha do que as pessoas estão pensando de você como mãe e acabar cedendo. Ao perceber que os espectadores que importam não estão presentes, ela vai parar. Outra saída é pegá-la no colo e levar para o carro, gritando mesmo. Quando ela se acalmar, converse com ela, mas jamais volte para fazer a vontade dela.”

5. Devo intervir quando o caçula bate no irmão mais velho?

Sim, pois a agressão física não deve ser tolerada. É importante para a criança aprender a expressar a raiva ou o ciúme usando as palavras. Para a psicóloga, é importante que os sentimentos sejam transformados em palavras, e não em tapas. No caso de um bebê menor de 2 anos, os pais devem segurar sua mão e dizer que não pode bater, mostrar que o irmão está triste, que machuca. “Em vez de dizer à criança que ela ‘tem de’ gostar do irmão, o correto é sentar e tentar entender o que está acontecendo e explicar que você também sente ciúme, que é normal, mas que nem por isso sai estapeando os outros”, diz Vera. Aliás, este é um ponto importante: o do exemplo. Se você vive se gabando de ter descido a mão na engraçadinha que deu em cima do seu marido quando vocês ainda eram noivos, por exemplo, acha mesmo que pode dizer aos seus filhos para não usarem a força?

6. Meu filho adora dar tapas na cara e puxar o cabelo das pessoas. O que devo dizer a ele nessas horas?

Os pais costumam achar graça, mas as especialistas são unânimes: não permita que isso aconteça com você nem com ninguém. “Segure a mão do bebê, não ria, mostre com cara feia que você fica triste quando isso acontece, pois é observando a reação alheia que ele aprende a interpretar os sentimentos e a se colocar no lugar do outro. Fale sempre do seu sentimento. Nunca diga que a criança é má ou feia. E não caia na armadilha de revidar com palmada. Se fizer isso, estará reforçando o aprendizado da agressividade física, um mau exemplo”, diz a psicopedagoga Silvia Amaral.

7. Quando é contrariado, meu filho começa a gritar. Como posso mostrar que isso é errado?

Como você costuma reagir ao ser contrariada? Se leva uma fechada no trânsito, reage aos berros? Se você não consegue se controlar, a criança pode estar apenas repetindo o que vê. Pense nisso. Aceitar as frustrações é uma dificuldade grande hoje em dia para pais e filhos. Quantas vezes você não se frustra por não ganhar mais ou não ser reconhecida no trabalho como deveria? Aprender a lidar com os nãos da vida é fundamental para crescer. “Com uma criança maior, você pode fingir que não conhece e deixá-la gritando sozinha. Se for embora mesmo, vai ver que nunca mais ela vai repetir o papelão”, afirma Maria Irene Maluf, pedagoga especialista em educação especial e em psicopedagogia. No caso das pequenas, a saída é tentar acalmá-las. “Abrace a criança por trás, vá pedindo calma e faça sons como ‘shhh’ no ouvido dela. Aos poucos, os pais vão descobrindo o que funciona. O que não podem de jeito nenhum é aceitar o jogo”, fala Silvia.

8. Meu filho de 1 ano e 2 meses, quando irritado, bate a cabeça no chão ou na parede. Como devo agir?

Se a criança estiver correndo o risco de se machucar, é preciso segurá-la e interromper o ataque, abraçando por trás. Vale tentar a técnica de fazer o som de ‘shhh’ no ouvido e pedir calma. Se nada disso resolver e ela continuar a fazer escândalo, é preciso procurar o médico. “A autoagressão não é um comportamento aceitável e pode indicar sérios transtornos mentais, como a bipolaridade. É grave e precisa da avaliação de um psiquiatra. Há casos em que elas precisam dormir de capacete para não se ferir durante o sono”, explica a pedagoga Maria Irene Maluf.

9. Meu bebê de 1 ano e 2 meses vive fazendo pirraça. Devo mostrar a ele o que pode ou não? Ele já entende o conceito de certo e errado?

Ele ainda não distingue o certo e o errado, mas nessa idade já começa a perceber incoerências. “Quantas vezes as crianças nessa fase testam os pais? Ao fazerem algo, elas olham para eles, ouvem o não, fazem de novo até que o pai ou a mãe tome uma atitude para impedir o ato. E elas repetem isso muitas vezes, demonstrando ter certa noção do que é importante”, diz Silvia.

Maiores de 2 anos

10. Minha filha vive dando escândalos em locais públicos, como o shopping. Como devo repreendê-la?

Para Maria Irene Maluf, as crianças com esse tipo de comportamento recorrente são criadas sem limites e se sentem carentes de afeto e atenção. “Por não se sentirem amadas, elas tentam cada vez mais a chamar a atenção dos pais.” Isso não quer dizer que os pais não as amem, apenas que não estão sabendo demonstrar isso. Outra razão é que muitos pais também não conseguem entender o papel da frustração e temem não ser amados se não fizerem tudo pelos filhos. “Acabam criando pessoas que não se satisfazem com nada”, afirma Maria Irene Maluf. Numa situação com essa, a pedagoga aconselha tentar acalmá-la, abaixando-se para conversar na mesma altura que ela. Se não resolver, pegue a criança e leve-a para o carro, para casa, espere que ela se acalme e aí converse.

11. Quando não quer um objeto ou uma comida, meu filho reage jogando o prato ou o brinquedo longe. O que eu faço?

Preste atenção na maneira como você e sua família agem. Ataques de raiva não são privilégio das crianças, aliás, elas aprendem com os adultos. “Tive um paciente que costumava atirar o prato pela janela quando não queria comer. Depois de várias sessões em que os pais negavam que esse tipo de comportamento fosse comum em casa, descobri que o avô costumava agir assim quando estava irritado, jogando o que estivesse à mão pela janela do apartamento”, diz Maria Irene. Portanto, atenção: você está sendo vigiado e seus atos e palavras serão copiados por seus filhos. “A educação é para ser servida como exemplo e cobrada diariamente, minuto a minuto. Não adianta dizer uma vez ‘não faça isso’ e achar que é suficiente. É preciso repreender sempre, com uma voz firme e séria”, diz a pedagoga.

12. Na hora de brincar, meu filho prefere bonecas e roupas de menina aos carrinhos e roupas masculinas. Há algum problema nisso?

Segundo Vera, nenhum problema. “Brincar exercita a fantasia e é a forma de descarregar no mundo imaginário o que não podem fazer na vida real. Todos os meninos acabam brincando de boneca, que nada mais é que o exercício de cuidar, mesmo que o façam com o ursinho de pelúcia.”

13. Meu filho gosta de brincar de matar as pessoas. Por muito tempo, evitei comprar armas de brinquedo, mas ele transforma qualquer objeto em revólver. Devo manter a proibição?

Na opinião de Vera, as pessoas confundem o mundo da fantasia e a realidade. “Matar na brincadeira, como no videogame, é apenas uma maneira de lidar com a agressividade, podendo destruir de mentirinha. O que não pode é sair por aí batendo nos outros”, acredita ela.

14. Meu filho é muito tímido, tem vergonha de brincar com outras crianças. Como posso incentivá-lo a interagir com os outros?

Ser introspectivo, mais quieto, com poucos amigos, não é um problema, mas um temperamento, e faz parte da personalidade. “A extroversão também pode ser uma fonte de angústia. Os pais só devem se preocupar se a criança não consegue se relacionar, participar de brincadeiras coletivas ou não gosta de estar com outras pessoas”, explica Vera. Nesse caso, é preciso buscar a ajuda de um profissional. Mas, se é apenas timidez, é bom incentivá-lo a brincar com outras crianças, chamar os coleguinhas para passar a tarde na sua casa, deixar que ele faça seu pedido no restaurante, pequenos gestos que podem ajudá-lo a se comunicar melhor.

15. Às vezes, faço chantagem para convencer meu filho a tomar banho ou trocar de roupa. Estou agindo corretamente?

Tomar banho, escovar os dentes, sentar-se à mesa para comer e tomar vacina, segundo Vera, são obrigatórios. “Mas, por volta dos 2 anos de idade, por exemplo, a criança começa a reivindicar a posse sobre o próprio corpo, até então cuidado somente pelos outros. Uma sugestão para quando ela não quer tomar banho é fazer o jogo da autonomia, dando ferramentas e negociando: você compra uma esponja bacana, um sabonete especial e deixa que ela se lave sozinha, com sua supervisão. Em troca, uma vez por semana você dá aquele superbanho.” Na hora de se vestir, também é importante deixar a criança escolher. “Só não dá para deixar sair no calor com calça de veludo ou descalça no inverno.”

16. Quando saio com meu filho, ele sempre me pede para comprar algo (um brinquedo, por exemplo). Se não compro, ele faz um escândalo. Como devo agir?

Segundo Maria Irene, aos 2 anos de idade, a criança acredita que tudo é dela. Aí os pais a levam para um lugar encantador, como uma loja de brinquedos. Coloque-se no lugar do pequeno e imagine-se num lugar com tudo que você mais gosta sem poder levar quase nada. Para evitar a cena, ela recomenda conversar com o pequeno antes de sair de casa e definir se vai haver novas aquisições. Outra estratégia é: “O brinquedo custa o mesmo que a festa que eu daria no seu aniversário, o que você prefere? Você também pode sugerir que ela escolha vários e deixe para você decidir, fazendo uma surpresa depois”, diz Maria Irene Maluf.

Vera diz que, a partir dos 2 anos de idade, a criança já está ligada no que pode ou não comprar. “Fica difícil para ela aceitar porque para os pais também é muito complicado não poder consumir o quanto gostariam. E o pior é que muitas vezes, feridos no próprio orgulho e sentindo-se culpados por não estarem mais presentes, acabam cedendo e se atolando em dívidas.”

17. Quando saio para jantar fora, meu filho não para quieto na mesa. Fica correndo pelo restaurante e incomoda a todos. Devo repreendê-lo?

Sem dúvida nenhuma. “Quer coisa mais desagradável do que crianças gritando e correndo em volta da mesa de pessoas desconhecidas? E há pais que simplesmente não se mexem, acham que o mundo todo tem de tolerar a bagunça de seus filhos”, diz Silvia Amaral. Claro que não é preciso fazer um drama se eles derramarem a bebida na mesa, mas é preciso que saibam respeitar limites e isso se aprende em casa, todos os dias. “Os pais só devem levar os filhos a restaurantes se eles tiverem noções de conveniência”, acredita Silvia.

É muito importante também observar se o restaurante é indicado para crianças. “Um lugar com pouca luz, onde os casais vão para namorar, definitivamente não foi pensado para receber a molecada. O mais apropriado são restaurantes descontraídos, mas a simplicidade não é desculpa para deixar os pequenos se pendurarem nos lustres e se esconderem debaixo das mesas dos outros.”