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domingo, 7 de abril de 2013

Manifesto de Apoio à Aprovação do Projeto de Lei 3512/08 que Regulamenta o Exercício da Atividade em Psicopedagogia no Brasil Acesse o link abaixo e assine o Manifesto para que possamos exercer a nossa profissão com legalidade. http://www.abpp.com.br/abaixo-assinado_lei_psicopedagogia.asp

domingo, 24 de março de 2013

Desenvolvimento infantil

Demonstro o que sinto por meu filho quando: ofereço carinho, colo, cafunés, tom suave de voz, expressão do meu rosto, palavras como "Amo você", elogios sinceros, aceitando-o como é, nada de comparações, procurando ser justo. Como dar segurança e contribuir no desenvolvimento da criança: Ofereça-lhe a mão, o colo, quando sente medo ou está insegura; Para contribuir no desenvolvimento da criança, proponha que brinque com outras crianças e leve-a a lugares diferentes, diga a verdade com tranquilidade a respeito do dentista, do médico, da provável dor; Não a deixe sentir-se envergonhada e nem a super proteja; Também não a ameace de "mentirinha"; Diga não com firmeza, explique as regras do jogo da vida e saiba também dizer sim e permitir; Trace limites, dosando firmeza e o cumprimento das regras; Ensine-a se controlar; Procure dar o exemplo, coloque-se no lugar dela e verbalize o que está sentindo; Permita e incentive que faça muita coisa sozinha e reforce suas conquistas de independência; Busque mostrar o que é trabalho, chamando-a para dividir algumas tarefas com você. Interesse-se pelo que ela faz; Procure orientá-la quanto ao respeito que se deve ter com cada um e evite ter atitudes preconceituosas ou discriminatórias; Converse muito, saiba ouvir, leia para e com ela, explique, faça perguntas e, se precisar, chame-lhe a atenção; Ajude-a sentir orgulho do que faz e a acreditar em si mesma : "Viu, como você é capaz? Você é importante e especial!.."; Assim irá desenvolvendo nela bons sentimentos em relação a si mesma e aos outros; Faça do seu aniversário um grande dia! O dia mais importante do mundo! Bolo, velhinhas, bexigas, cartazes, bilhetes, cartões, surpresas escondidas pela casa; Olhe nos olhos dela enquanto fala com ela; Se ela diz: "Não sei... não consigo... faça para mim"; Responda: "Claro que sabe... Tente outra vez. Faça como acha que deve ser". E se policie, evitando dizer: "Não, não é assim!"; À medida que se sente útil, valorize-a e procure lembrar que, em algumas coisas, alguém pode ser melhor que ela e vice-versa; Conte até 10; até 100, se for preciso; Não permita que irmãos mais velhos chamem o menor de "burro"; Palavras como "burro", "bobo", "sujo", "desligado", "malvado", "estúpido" ferem e tem péssimas consequências; Procure evitar que se sinta culpada: "Isto não se faz!..." e basta; Sentimentos de culpa a tornarão infeliz; Não a ameace com o seu afeto: "Estou triste com você!..."; As crianças precisam saber que estão aprendendo. "Olha! Sei fazer!" "Sei subir rápido na escada!" "Sei pular com um pé só!" "Veja, a letra do meu nome!..." "Olha, o V da vovó!" "Consegui montar o quebra-cabeça!" Desenvolvimento da criança - vamos brincar? A alegria e a vibração com que grita para nós, transmite-nos o orgulho da criança e como se sente importante. Ela tem um sentido de realização e sente-se satisfeita com seu desenvolvimento. No aspecto físico a criança precisa desenvolver a habilidade motora. Deve saltar, jogar bola, pular, rodar um pneu velho, balançar, passar por um túnel de caixas de papelão, manipular uma bola de meia, modelar com massa, colorir, pintar, desenhar, rasgar papéis, cortar com tesoura sem ponta, desenvolvendo assim os pequenos músculos, responsáveis pela coordenação motora fina. Aos três anos, a criança sente que é alguém e começa a participar de brincadeiras com outras crianças, o que devemos estimular para contribuir no seu desenvolvimento. A maioria das crianças pequenas não gosta de partilhar suas coisas. Pais sensatos interferem de maneira firme, mas carinhosa. Elas aprendem a dividir com a ajuda dos pais: "Sua vez de andar na bicicleta e depois da Daniela..." "Gostei muito de ver como vocês brincaram hoje...". É importante conversar sobre os seus amiguinhos, para ajudar a criança a compreendê-los e aceitá-los e também ajudar no desenvolvimento da criança. A aceitação do outro a ajudará a sentir-se e fazer-se aceita mais tarde. Portanto, dê a ela oportunidade de enriquecer suas amizades. Desde pequena deve aprender que a dignidade não depende da qualidade de suas roupas, da cor de sua pele, do dinheiro que sua família possui ou do tipo de casa em que moram. Este é o segredo para um começo de vida feliz e, por certo, mais verdadeira, sem falsos valores ou transferências materiais consumistas. A criança tem necessidade de muitas coisas para desenvolver suas habilidades, suas atitudes e a compreensão, que a ajudarão quando chegar o momento do ensino formal ou acadêmico. Outros aspectos que se desenvolvem brincando Os aspectos que também precisam ser desenvolvidos, além da psicomotricidade, podem ser enumerados da seguinte forma: Vocabulário, ampliando a compreensão e o uso de muitas palavras; Diferenciação visual, observando semelhanças e diferenças; Classificação, seriação e sequenciação, onde aprende a pensar, agrupando, criando e descobrindo critérios e categorias; Percepção auditiva e tátil (discriminando sons, ouvindo enquanto você fala, manipulando objetos); Observação e atenção para desencadear a curiosidade, a concentração e a capacidade de comparar, concluir, generalizar, estabelecendo relações; Interesse e prazer em descobrir o mundo ao seu redor, conquistando autonomia e êxito.

Assunto: Comportamento Assuntos delicados - falar com as crianças sobre a morte

Assunto: Comportamento Assuntos delicados - falar com as crianças sobre a morte 01/06/2000 - Texto por Dra. Evelyn Pryzant Inevitavelmente, as crianças perguntam sobre tudo. Colocam questões profundas sobre o ser humano, sobre a vida e sobre a morte. Falam, querem ouvir, têm ideias. Quando alguém da família de uma criança morre, ainda que se tente omitir ou negar, ela irá perceber através das atitudes transformadas dos familiares ao redor. Existe algo de estranho no ar que ela não sabe, nem deve saber. Um tabu. O fato é que, cedo ou tarde, ela descobrirá que a pessoa morreu. Omitir-lhe a verdade seria algo grave; seria como ignorá-la só porque ela não fala como os adultos, como excluí-la da família. Pior ainda, se as pessoas mais próximas em quem ela deposita toda sua confiança não forem capazes de falar sinceramente sobre a morte, ela tomará isso como um modelo a seguir e nem ousará perguntar a respeito daquilo que sua percepção lhe diz. Sem ter com quem dividir suas preocupações, a criança permanece conturbada em seus pensamentos, isolada em seu mundo interno cada vez mais inacessível às pessoas. Sem contar que ela amava essa pessoa e estará preocupada com sua ausência. E, de fato, é toda uma história da vida da criança que ela não reencontrará mais. Por isso é importante falar com a criança sobre a morte, não ensiná-la a colocar um véu de silêncio sobre este assunto. O que o adulto não sabe é que as crianças questionam sem angústia a respeito da morte até cerca de sete anos. Por volta dos três anos de idade os questionamentos sobre a morte começa a aparecer, e é importante responder às crianças sobre a morte. Aliás, elas a veem. Existem animais que morrem em torno delas, elas ouvem estórias, conversas; o conceito de que as coisas acabam, e que os limites existem, já estão estabelecidos desde muito cedo. A morte faz parte do destino do ser vivo, e a criança sabe disso muito bem. Aliás, não temos definição para a vida a não ser através da morte, e da morte a não ser através da vida. Portanto, a vida é parte integrante de um ser vivo, assim como a morte. E nós morremos porque vivemos: é simples. Para uma criança, realmente é. Dizer a uma criança que morreremos quando acabarmos de viver pode fazer um sentido enorme, trazer um conforto para suas apreensões e reassegurar-lhe a vida. Mas não deveria existir nada de mal em morrer, já que afinal todos deverão morrer e isso dai a importância de conversar sobre a morte com as crianças. Na verdade, a morte nos torna culpados. Nos reprovamos por não termos tido uma relação mais intensa e mais alegre com as pessoas que amávamos e que perdemos, culpados pela ligação ter sido interrompida, por termos sidos negligentes, um desfilar de culpas que invadem a mente e acabam obrigando a não se querer falar mais sobre o assunto, fazendo com que o tabu do silêncio possa prevalecer, mas esta já é uma outra história; o fato é que a criança é espontânea e livre o suficiente para se sentir menos culpada na relação com as pessoas e, principalmente, seus familiares. Ao falar com a criança sobre a morte, ela poderá estar mais bem amparada, terá mais chances de elaborar da forma mais sadia possível o momento do luto. A conclusão de uma conversa franca com uma criança, sobre a morte, sem medo, tem sempre um tom positivo, só o fato de se estar perto, falando a respeito e ouvindo, já é positivo, é uma forma de estar vivo e vivendo o momento de uma forma plena. Todos os seres humanos aceitam a morte através de uma forma singular. Devemos respeitar, no mínimo, a maneira que as crianças encontram para superar o momento da morte, o mistério da morte e da vida. Elas têm perguntas e buscam o conhecimento, e nós, adultos que muitas vezes acreditamos saber muito, ouvimos delas as melhores respostas para as perguntas que não saberíamos responder.

domingo, 23 de dezembro de 2012

AQUILO QUE NÃO DIZEMOS

Quando somos crianças somos ensinados que mentir é sempre ruim e dizer a verdade é sempre bom. Ponto final. Em inúmeros casos, isso está absolutamente certo. Princípios de honestidade e sinceridade, por exemplo, têm como base essa exata idéia. O problema é que nem todas as situações pelas quais passamos na vida são tão “preto-e-branco”. Relacionamentos são complicados, sejam com nossos pais, amigos ou ditos cujos, pois cada um tem uma personalidade e cada pessoa age e absorve uma verdade de forma diferente. Para complicar um pouco mais, à medida que ficamos mais velhos, e, principalmente, à medida que vamos adquirindo uma bagagem de relacionamentos, vamos percebendo que, nem sempre, falar a verdade é apropriado ou gentil. Quem é que nunca soltou, por exemplo, um “você tá ótima” pra uma amiga que estava um bagaço, mas estava se achando linda? Soltar um “caraleo, o que você estava pensando quando vestiu essa roupa de vocalista do Calypso?” só faria a pessoa se sentir insegura e, pior, confrontada. Nem todo mundo, especialmente as mulheres, consegue ouvir um comentário sincero desses. Quem nunca entrou numa briga monstra por comentar com o namorado que, o “amigo” que vocês acabaram de cumprimentar é um ex-ficante? Não é necessário ter feito nada de errado, mas é um tipo de verdade que só deixa o cara, de novo, inseguro e confrontado. Omitir para os pais duas horas do horário real em que se chegou em casa, omitir 10 kilos a uma colega que te perguntou se ela está gorda, não falar o que se realmente pensa a alguém que tomou uma decisão estúpida, falar que a comida de um anfitrião estava maravilhosa quando você, na verdade, mal conseguiu mastigar a maldita, são coisas que acabamos aprendendo a fazer para lidarmos de forma mais diplomática com as pessoas do nosso convívio. É claro que, nos relacionamentos nos quais temos bastante intimidade, fica um pouquinho mais fácil ser sincero, sem levar uma porrada de volta. Mas, ainda assim, vamos omitindo cada vez mais, para cada vez mais pessoas. O motivo pelo qual estou falando sobre isso é porque recentemente percebi a dificuldade de duas pessoas – queridíssimas minhas – em falarem para os seus ditos cujos aquilo que, de fato, estavam sentindo. Duas pessoas maduras e equilibradas, que estavam no seu direito de falar que não estavam se sentindo bem na relação, vivendo em martírio porque, simplesmente, temiam falar a verdade. Então, eu pergunto: por que diabos não conseguimos falar? A que vos escreve é o primeiro exemplo: sou desbocada e faladeira, mas comecei um blog só pra poder “falar” aquilo que não tinha coragem, e, muitas vezes, oportunidade, sobre o que passava na minha cabeça a respeito do meu namoro. E aí vem a última pegada: quem nunca sentiu que não falar doía mais do que as possíveis conseqüências daquilo que se queria dizer? Quem nunca botou tudo a perder porque teve medo de dizer “eu te amo” ou piorou a situação quando não disse “eu não te amo mais”? Quem nunca entrou numa fria e acabou atrapalhando a própria vida porque não teve a coragem de dizer “não estou segura com relação a isso”, “não quero fazer isso”, “estou me sentindo assim ou assado” ou “eu acho que mereço isso ou aquilo”? Muita gente já passou por isso. Dessa forma, devemos resgatar um pouco dessa falta de diplomacia infantil e falar o que pensamos quando sentirmos que não falar vai nos atropelar, machucar, doer. Não precisa ser daquelas pessoas inconvenientes que fazem os comentários mais maldosos fingindo que é apenas sincero. Mas apenas se permitir dizer aquilo que se quer na hora em que acharmos ser certa. E, vai por mim, você poderá se surpreender.

AS REGRAS DO TÉRMINO DE UM RELACIONAMENTO

1. esconda as fotos dele e de vocês juntos e felizes, mas não as destrua. Depois que tudo passa e você desapaixona, é um arrependimento só. Afinal, as pessoas, quando entram na nossa vida, passam a fazer parte de toda a nossa história; 2. cerque-se de atividades e inove. Volte a ter contato com amigas que não vê há tempos e vá sempre pra lugares aonde nunca ou raramente foi. Explore sua própria cidade, como se fosse turista. Pode até paquerar na noite fingindo que é turista mesmo. Invente um sotaque, exorcize; 3. afaste-se de filmes românticos hollywoodianos. Ninguém vive feliz para sempre. Só vão te fazer mal. Aposte nos extremos: comédias hilárias para se distrair ou dramalhões absurdos, para chorar com outra justificativa que não seja o fim do namoro; 4. NADA DE BISBILHOTAR NO ORKUT FACEBOOK! 5. comece a namorar com você mesma. Se dê os presentes que você queria que ele soubesse que você queria, mas não tinha sensibilidade pra adivinhar que você queria (mulheres são complicadas mesmo, hein?). Vá ao salão, compre um vestido, passe batom carregado de gloss. Você não tem que ficar beijando ninguém mesmo. Mas nada de cortar o cabelo curtíssimo num impulso. Se ficar ruim, você vai se sentir pior; 6. se você é daquelas que realmente não consegue tirar a cabeça do término, apele: faça serviço voluntário numa creche, visite um parente falecido no cemitério, faça qualquer coisa que te mostre como um fim de namoro é, na verdade, algo pequeninho na dinâmica da vida e do mundo; 7. tente se convencer, todo dia, um pouquinho, que o fim de um namoro nada mais é do que a oportunidade de se começar outro. Se um amor foi embora, é porque há um outro ansioso para te conhecer. Olhos abertos. E se precisar, pode ficar lembrando de todos os defeitos dele. É um ótimo jeito de ver que não estamos perdendo grande coisa; 8. permita-se desabar, e, para isso, tenha sempre números emergenciais das amigas mais íntimas e disponíveis. Às vezes chorar num ombro tem mesmo efeito mais benéfico do que chorar só no próprio travesseiro. Permita-se sofrer. Quando você finge que está bem, acaba passando um ano muito mal; 9. exercite sua gratidão. Lembre-se que se apaixonar não é fácil e nem tão comum quanto pensamos. Quem amou de verdade, deve ficar muito feliz de não se descobrir incapaz de se entregar para alguém de corpo e alma. Isso é raro, é um presente; 10. espere. Se dê tempo. Ele age de forma surpreendente. Por isso, leve o tempo que precisar, contanto que não esteja se acomodando na depressão. É o clichê do século, mas é verdade: o tempo cura todas as feridas. E lembre-se sempre “tudo passa, até uva passa”.

Fim de relacionamento: como lidar com a dor?

Faz parte da vida que relacionamentos amorosos não deem certo e encontrem seu fim. Não que todos precisem ser assim, mas acontece. E dependendo do amor que ainda se tenha pelo outro, dos investimentos feitos – sentimentais ou materiais, a dor do fim pode ser quase intolerável, chegando a ser física. Uma amiga minha se separou recentemente, e tenho acompanhado os altos e baixos dela. Também já passei por términos de relacionamento, mas quem nunca passou? Acontece, que quando terminamos com alguém que amamos muito, ficamos achando que aquela perda é o fim do mundo. Mas nunca é. A vida não acaba ali, apenas deixamos de enxergar as milhares de possibilidades e situações que teremos que enfrentar ainda pela vida. E, acredite, existem perdas muito piores e realmente insuperáveis. Existe vida após o namoro / casamento / relacionamento. Claro que toda relação deixa marcas em nós, temos momentos bons e outros nem tanto, e geralmente saímos magoadas do relacionamento- mesmo que não assumamos isto. Mas é preciso saber aprender a conviver com as cicatrizes que inevitavelmente ficam. Sempre vai existir alguma coisinha que vai nos fazer lembrar de um momento vivido com o outro seja ele bom ou ruim. Existe um período de “luto” que vem logo após o término, que é realmente difícil para quem amou demais e ainda ama. Choramos copiosamente, não conseguimos dormir, ideias tolas veem à nossa mente como achar que a culpa do fim do relacionamento é nossa e que o outro estava certo em dizer que ninguém mais no mundo vai conseguir nos aturar (acredite, até isso eu já ouvi de um infeliz). Este momento de tristeza precisa ser respeitado, por mais que te faça se sentir mal. Porque somente exorcizando toda esta mágoa que você poderá se reerguer. Não acredite em hipótese nenhuma que de foi você quem errou. Para dar certo, um relacionamento conta com ajuda de duas pessoas. Se não deu certo é porque os dois tiveram incompatibilidades e falhas. Esqueça esta ideia que você não é boa o suficiente para ninguém. Procure se lembrar que criatura maravilhosa você é, das suas qualidades, dos seus valores. Depois do período de tristeza mais forte, o “luto”, vem um período de verdadeiros altos e baixos. Existirão dias que você se sentirá bem e cheia de oportunidades pela frente – o que é a mais absoluta verdade – e outros que você irá cair no choro e pensar bobagens novamente. Neste período, saiba que, por mais que você chore hoje, amanhã ou depois se sentirá forte de novo. É natural que seja assim. É natural ter momentos de tristeza e não se culpe por eles. Chorar é a melhor maneira de colocar para fora tudo aquilo que nos incomoda. Procure se apoiar em todas as amigas que puder para superar cada uma das fazes pós relacionamento. Elas saberão te ouvir e também te dar bronca quando alguma ideia boba passar pela sua cabeça. Elas estarão lá para você caso você queira chorar ou apenas sair para desanuviar a mente. Conte com estas irmãs de coração. Aos poucos, devagar, os momentos de tristeza ficarão mais escassos, até que quando você se der conta já partiu para outra. Estará fazendo coisas que gosta, resgatando saídas com amigas que você costumava fazer na solteirice, fazendo aqueles programas culturais que tanto curtia, mas que ele nem tanto e por isso você nunca mais os fez. Quando tiver retomado as rédeas da sua vida – o que irá fazer mais cedo ou mais tarde – você sentirá um prazer tão grande de te-las nas mãos que, ao se apaixonar novamente (sim, você irá se apaixonar novamente) estará mais forte e mais sábia para discernir o que é melhor para você. Infelizmente, não existe um remédio instantâneo que nos faça parar de sofrer. O único remédio é o tempo, que vai delicadamente acariciando nossos corações e apagando as mágoas, até que elas se tornem apenas pequenas e quase imperceptíveis marcas em nossos corações. Estas marcas não somem completamente para que possamos lembrar do que é bom e o que não é bom para nossa saúde emocional. São pequenas lições ali guardadas, como um sistema de autodefesa. E ainda assim, apesar delas, o sol volta a brilhar em nossas vidas e voltamos a sorrir com o coração mais leve e cheio de esperanças. A vida é linda, e as oportunidades são muitas. Temos muito o que fazer, muito o que descobrir e amar e perder fazem parte do ciclo da vida, do nosso crescimento. E quanto mais crescemos, mais aprendemos com a vida a importância de amar, em primeiro lugar, a nós mesmas. Para só então permitir que outro ser ocupe espaço em nossas vidas. Muita força! E lembre-se, você voltará a sorrir.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

CRIANÇAS AGITADAS Texto da Roberta Pimentel

É bem numeroso o número de famílias preocupadas com crianças que só se satisfazem com muita correria, agitação motora e que não conseguem sentar nem 15 minutos para assistir a sequência de filminhos infantis. Muitos até assistem, adoram e pedem os filminhos, mas assistem correndo ou pulando, não apresentam paciência para sentar e assistir de fato. Por outro lado as mesmas crianças conseguem ficar horas a fio com joguinhos eletrônicos. Não se enganem com isso! A atenção para ler, estudar, escrever, formular textos e respostas exige uma atenção conhecida como difusa, aquela em que o indivíduo precisa se concentrar com esforço cognitivo bem mais complexo, com formulação de pensamentos e ainda deixar de lado toda distração do meio ambiente. Diferentemente, ao jogar joguinhos eletrônicos, há um envolvimento muito mais motor dos dedos e braços que comanda o jogo, independente de formulação de pensamentos mais complexos, não exige uma rede neuronal de ideias ou de concentração, é uma agitação bem mais motora, que na grande maioria dos casos é independente dos estímulos externos. Ou seja, a criança consegue jogar mesmo com outros acontecimentos ao seu redor, pois não precisa elaborar pensamentos contextualizados, como ocorre nos estudos. Com isso, relembro a importância de não ter o parâmetro de jogos eletrônicos como respaldo de uma investigação sobre capacidade ou não de atenção. Quem joga tais joguinhos muito bem e consegue ficar um bom tempo envolvido nesse tipo de atividade, pode sim não ter a mesma habilidade de atenção para os estudos. Os tipos de atenções envolvidas são bem distintas. Nos jogos a atenção é conhecida como atenção concentrada. Se para você é muito importante refletir sobre atenção e jogos eletrônicos, assista este vídeo, AQUI, talvez seja útil também. É uma entrevista que fiz para um repórter da afiliada da Rede Globo, em Cuiabá – MT. Pena que ele me pegou totalmente de última hora, me ligou pela manhã para gravar antes do almoço (foi indicação de uma querida amiga psicopedagoga), caso contrário, teria me organizado para levar alguns exemplos de jogos. Mas, enfim, tem relatos e exemplos de algumas famílias, pode ser que interesse para algumas pessoas mais preocupadas com esse assunto. No último quadro da TV, como já comecei a explicar anteriormente, mostrei quatro DVDs que são divididos em pequenos episódios. O intuito foi mostrar aos pais e professores a importância de selecionar materiais facilitadores. Às vezes, os filmes que os pais escolhem não ajudam, pois são longos demais. No entanto, bem mais do que isso, meu interesse maior foi outro. Os DVDs que comentei e que estão nas fotos abaixo, não são bacanas pelo fato de serem divididos em pequenos episódios, mas, bem além disso, por conterem conteúdos que facilitam trabalhar alguns temas entre pais e filhos. Uso de vez em quando com meu filho e clinicamente também, fico sempre admirada com os resultados. São quatro DVDs que selecionei:
Para não me estender excessivamente, falarei mais especificamente de dois deles para que vocês realmente possam entender meu objetivo bem complexo com esse material. Por exemplo: no filme, ‘Timothy vai à escola’, há lições ótimas sobre boa convivência e cooperação, com situações de conflitos entre os amigos da escola, superação de desafios coletivos e a aceitação das ideias de outras pessoas. Sabemos o quanto é importante para as famílias momentos de qualidade de vínculo com os filhos, mesmo que seja por apenas 30 minutos de uma dedicação bem específica. Com filmes assim, de 10 ou 15 minutos e com temas bem relevantes, é possível atingir várias metas ao mesmo tempo: 1- Aperfeiçoar o vínculo. Eles adoram estar com os pais e sempre nos pedem isso. Não precisamos e não devemos contar para eles que temos algumas intenções com o filme, basta dar de presente e sentar junto para assistir, eles se realizarão e você suprirá a necessidade do seu filho em realizar momentos de relacionamento onde você se dedicará exclusivamente à ele (a), mesmo que seja por tempo curto. Pois bem, você pode dialogar após o filme, ou no dia seguinte, e retomar aquilo que você sente ser bacana para o seu caso. Exemplo: está precisando incentivar seu filho a se relacionar melhor com os amigos? Vejam bem; muito melhor do que broncas e mil explicações, é um momento como esse, onde a partir de um filme você viverá uma ótima situação que posteriormente proporcionará as reflexões sobre o que você precisa. 2- Lembrete: não é para estar no mesmo ambiente, ao lado do filho (a) enquanto ele (a) assiste algo. É para assistir junto, vivenciar de fato o vínculo. 3- Outro ponto importante é a possibilidade de despertar na redes neuronais das crianças a capacidade motora e atencional de sentar, se concentrar e realmente assistir um filme. Ao terminar, lembre de fazer uma perguntinha ou outra para verificar a capacidade que seu (sua) filho (a) tem de se atentar à sequência dos fatos, às características dos personagens, etc. 4- A possibilidade de tratar de determinados assuntos entre pais e filhos. Escuto muitos pedidos dos pais sobre dicas de como tratar a respeito da boa convivência, tolerância, enfim, temas bem pertinentes e variados, que fazem parte do processo de educação familiar. Muitas vezes os pais se sentem sem saber o que fazer, depois de tantas conversas já realizadas. Esses DVDs são um exemplo, sempre que os filhos têm a possibilidade de refletir com os pais se colocando no lugar dos personagens dos filmes e livros, ajuda muito. Filmes e livros com riqueza de conteúdo permitem o aprofundamento de vínculos entre pais e filhos (as) e abre espaço para tratar das questões que angustiam os pais. Não vale a pena? Entenderam o quanto esses DVDs são ricos? São divertidos, rápidos e de ótimo conteúdo. Se você conseguir realizar esse tipo de relação com os (as) filhos (as) na primeira infância, não deixe de semear essa oportunidade de vínculo posteriormente, alugue ou compre novos filmes, com conteúdos mais complexos, conforme a idade, e até à adolescência não perca a oportunidade desse tipo de diálogo que os filmes e livros nos proporcionam. Conheçam muito mais seus (suas) filhos (as) ouvindo a opinião deles sobre como o diretor criou a história, se eles concordam ou não, se mudariam algo no filme ou não e como enxergam as características dos atores. Conversem, peçam que eles opinem, que se coloquem no lugar de determinados atores, enfim, explore aquilo que for a sua necessidade. Tem vários pais que relatam o quanto passaram a conhecer melhor seus filhos (as) depois que começaram a vivenciar esses momentos pelo menos umas duas ou três vezes no mês. Encerrando a parte dos DVDs, outro exemplo: no filme Meteor, muito apreciado por meninos, tem um episódio onde um dos personagens sente saudade da mãe e por isso acaba se prejudicando nos relacionamentos com os amigos, pois ele transfere o sentimento de saudade para um tipo de vínculo inadequado com os colegas. É excelente para puxar o assunto da ausência dos pais; como seus filhos se sentem diante disso, se sonham com coisas do tipo, enfim, abre possibilidades para um diálogo bem rico. Além disso, o filme trata sobre a importância do banho, e outros temas. Aqui em Cuiabá são vendidos na livraria Janina, foi lá que os conheci. Algumas pessoas já me contaram que no youtube existem alguns episódios. Caso não encontrem nas suas cidades, vejam os títulos na foto que postei e procurem nesse canal da internet que acabei de citar. Outro material que apresentei no dia do Blog na TV sobre crianças agitadas foi esse aqui:
No dia não levei as mini bolinhas coloridas, e sim bolinhas de gude. O que importa é pensar o seguinte: a maior dificuldade da criança bem agitada é conseguir sentar, manter uma respiração calma e realizar brincadeiras sentadas, sem correr. Cada pai e cada mãe conhece a idade dos seus (suas) filhos (as) e sabe se esse tipo de desafio é apropriado ou não. Com crianças acima de 5 anos dá para usar a pinça na hora de pegar essas bolinhas bem pequenas e encaixar nos furinhos das outras bolinhas, mas, se as crianças forem menores, dá para fazer de uma outra forma bem simples, com guardanapo e tampinha de refrigerante, vejam:
Usar a pinça, ou não, fica a critério dos pais de acordo com a idade das crianças. Para quem puder continuar, dá para posteriormente usar as bolinhas como colagens em uma folha, formando sol, casa, etc, tudo com as bolinhas. As crianças adoram esse tipo de brincadeira em dupla, imaginem com os pais, alegria na certa! Sem contar que é algo super acessível. Agora que chegamos ao exemplo do guardanapo, quero fazer a colocação de uma dica bem importante que vivenciei com meu filho e utilizo ainda hoje. É sobre o Kit passeio que inclui uma organização prévia dos pais para momentos no restaurante, na casa dos amigos ou viagens: seleção de materiais que envolvem as crianças, como um pote de massinha, folhas para colar adesivos e assim por diante. Vejam essa foto:
Costumo chamar essa brincadeira de transformação das bolinhas. Essa foto é de um momento de atendimento clínico, mas saibam que utilizo muitas vezes em restaurantes e viagens com o meu filho. Ele fica envolvido pelo menos uns quarenta minutos. É um tipo de brincadeira diferente daquelas que visam a prática de convivência entre pais e filhos, para ampliar o vínculo. Esse tipo de desenho com bolinhas não exige a participação constante dos pais, os filhos podem usar justamente para que os pais possam ter seus momentos de tranquilidade. Nosso papel é oferecer algo que os distraia e que possam usar sem muita ajuda. Costumo dizer que se os pais vão aos restaurantes e viagens sem uma sacolinha de atividades atrativas, eles próprios estarão prejudicando o passeio, pois é natural que as crianças se cansem rapidamente nessas ocasiões. Se você ainda não tem seu kit passeio, providencie, vale MUITO a pena! Fiz o Blog na TV de ontem com todo o assunto de hoje e mostrei meu kit passeio, assim poderão ouvir e ver o conteúdo, além de ler. Aguardem, estará no youtube em breve,e também com algumas dicas a mais do que coloquei aqui hoje. Aliás, pesquisem no google por Roberta Pimentel ou pelo canal Aprendizagem Humana, por lá já tem muitos vídeos, todos com assuntos importantes para os pais e escolas. Com todas essas dicas e reflexões não é possível que pais e escolas se conscientizem bastante sobre a importância dos momentos de sentar e conseguir ter atenção? Lembre-se da semana passada quando expliquei o quanto sofrem as crianças que são muito agitadas, afinal, não conseguem atenção nem para o ouvir os pais e professores, o que leva a uma vida bem complicada. Ultimamente dá para dizer que conseguir ter atenção e foco, vel ouro! E não é verdade? Lembrete: a primeira infância, de zero a seis anos é a fase mais importante para aprender brincadeiras que exigem atenção! É necessário investir muito mais quando de zero a seis anos esse tipo de desafio não foi bem trabalhado! Gostaram pessoal? Com muito carinho, Roberta.