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sábado, 26 de março de 2011

"Descobrindo o Transtorno e Déficit de Atenção - TDA


"Descobrindo o Transtorno e Déficit de Atenção - TDA"
Márcia Homem de Mello©

Engraçado como o terno “a necessidade obriga” foi importante no meu mais recente investimento em estudos e busca de informações.
Mais surpresa ainda fiquei na conclusão desta minha pesquisa pessoal ao constatar que ainda precisamos evoluir MUITO nesse tema, o chamado Transtorno e Déficit de Atenção com ou sem Hiperatividade, o TDA-H. Para alguns o DDA, ou Distúrbio de Déficit de Atenção.
TDA-H é um distúrbio neurológico que se caracteriza pela alteração da atenção, impulsividade e hiperatividade, que atinge entre 3 a 5% de todas as crianças em idade escolar. O Transtorno pode ocorrer sem a Hiperatividade.
Vale ressaltar que TDA-H é uma disfunção cerebral, na qual o cérebro não funciona adequadamente, devido a interferência de impulsos rápidos, que se manifesta por três grupos de sintomas: desatenção, hiperatividade e impulsividade.
A primeira busca pode ocorrer pela hiperatividade, esse termo já é comum e de conhecimento mais popular. Geralmente crianças hiperativas levam apelidos ligados a esse comportamento inquieto, ou ouvem reclamações dos pais dizendo que parece que são “ligadas na tomada”.  Ou a busca pode ocorrer pela dificuldade de aprendizado, uma criança muito dispersa, dificuldade de compreender textos, etc. Mais difícil a procura por conseqüência de atos impulsivos. Ressaltando que esses comportamentos devem estar presentes em qualquer ambiente que se freqüente, não tendo relação com comportamentos que expressem falta de limite na educação/criação.
Apesar de ser um distúrbio comum na infância, pouco se vê em resultados de diagnósticos, podendo levar o transtorno a fase adulta ainda sem nenhum tipo de informação e tratamento ao portador. Ou por inúmeras vezes, ter um diagnóstico confundido com o Transtorno Bipolar.
Tem sido considerado de origem genética, o que me mostrou uma complicação ainda maior devendo haver um levantamento histórico familiar que muitas vezes não é feito, mantendo o transtorno como individual na família ou tratando-se apenas suas comorbidades relacionadas (depressão, dislexia, ansiedade, abuso ou dependência de drogas, distúrbios alimentares, etc) .
Com freqüência elevada no sexo masculino, a linha de busca não deve excluir o sexo feminino, mesmo sendo estatisticamente menor.
É importante lembrar que o diagnóstico para ser realizado na fase adulta, deve conter um levantamento de informações desde a infância, pois é onde se iniciam os sintomas. Buscar informações com familiares ajuda muito nesse momento, caso o adulto tenha poucas lembranças. O diagnóstico não deve ser feito com base em relato só na fase adulta.
A importância de se fazer o diagnóstico na infância se deve ao fato de que o tratamento minimizará os comprometimentos sociais, escolares e familiares, nessa fase e o prolongamento na fase adulta, na qual os comportamentos já estão instalados e as dificuldades de atenção continuam atrapalhando a qualidade de vida. Apesar de haver uma tendência ao declínio da hiperatividade, ou uma adaptação dessa inquietação na fase adulta, como a substituição por atitudes de estar sempre andando de um lado para outro, de fazer tudo como se estivesse com muita pressa, de não conseguir deixar as mãos paradas e assim por diante.
Existe um consenso de que nas meninas o tipo clínico mais comum é sem hiperatividade (tipo predominantemente desatento) e nos homens, mais freqüente o quadro com hiperatividade.

Minhas buscas se concentraram na fase adulta, por ter sido o meu ponto de partida, e também por reconhecer uma deficiência no diagnóstico desse transtorno dos profissionais da área, que não se percebem muitas vezes dos motivos geradores de uma doença como a depressão, ou dos indivíduos com diversos tipos de vícios, como as drogas químicas, o álcool, jogos, entre outras.
Alguém que teve sua depressão tratada, mas que ainda continuava sentindo-se “diferente”, de um angustiado em seus relacionamentos pessoais e sociais, por exemplo, ao saberem do diagnóstico de TDA-H, demonstraram um alivio tão significativo, que vale á pena investir mais tempo profissional nessa área de estudos.
Quando uma pessoa apresentar um quadro depressivo, fóbico, de ansiedade, um abuso de drogas, um distúrbio anti-social ou delirante, obsessividade, for imprudente, impulsiva, desorganizada, enfim, é importante fazer um levantamento mais específico para eliminar ou não a possibilidade de TDA-H.
Fiquei me perguntando quantas pessoas poderiam ter vencido a luta contra o vicio das drogas se tivessem sido diagnósticas corretamente? Quantas pessoas poderiam vencer a frustração profissional ou educacional? Quantos relacionamentos poderiam ser resgatados se houvesse o tratamento adequado do TDA-H? Quantos acidentes de trânsito seriam evitados? Quanto se teria diminuído estatisticamente de doenças sexualmente transmissíveis ou de gravidez precoce?
E uma última pergunta que me pareceu mais relevante ao final das minhas reflexões: Quanto os profissionais poderiam ter melhorado a qualidade de vida dessas pessoas evitando que algumas se voltassem para o “mundo do crime”, já que existe uma prevalência elevada de adultos portadores de TDA-H em estabelecimentos prisionais?
Estranho pensar nessas perguntas vistas por esse ponto de vista? Num primeiro momento pode ser, mas se aprofundarmos o tema, verá que a responsabilidade é muito maior do que parece.
Graças aos avanços científicos estamos tendo a possibilidade de mudar tudo isso. Mas precisamos do compromisso da divulgação da informação destes avanços, com a finalidade de chegar-se ao maior número possível de diagnósticos, corretos e o mais breve possível na fase de desenvolvimento do indivíduo.
Impressiona a aflição de um TDA-H em não conseguir se organizar em sua vida pessoal, apesar de reconhecer a necessidade dessa organização, sente-se vencido, derrotado e extremamente frustrado pela falta de estímulo em executar tarefas simples do dia-a-dia.
Essa confusão atinge todas as áreas, da profissional, financeira, social, até a familiar e conjugal. O que torna difícil a convivência e compreensão desse tipo de comportamento por parte dos demais que sequer se dão conta do quanto isso angustia um TDA-H, apenas se afastam, demitem, cobram, pressionam e reclamam.
Na família do TDA-H, que pode vir a ter mais de um portador, os conflitos são maiores, tornando essa convivência um verdadeiro caos.
O tratamento existe. Com uso de psico-estimulante e terapia o TDA-H terá condições de modificar positivamente tudo isso. É importante a busca pelo profissional adequado que fará o diagnóstico e iniciará o processo correto, com acompanhamento da medicação e da terapia.
Converse com o profissional, informe-se  BEM sobre o assunto.

Super Nanny revela os segredos!

SEGREDOS DA SUPER NANNY!
Depois do sonho de ser mãe, você está enfrentando o pesadelo de educar os pequenos?
Calma!
Para cada uma das difíceis situações vivenciadas pelos pais (não só os de primeira viagem), Cris Poli (a pedagoga argentina que está pondo ordem em muitas famílias brasileiras ao encarnar a SuperNanny) dá soluções geniais e simples de pôr em prática.

"Para educar um filho, a receita é muito amor, um pouco de paciência e muita consciência de autoridade. A criança precisa de limites e até se sente confortável com isso", garante a pedagoga.
Desobediência nunca mais Esqueça as cenas de escândalo em lugares públicos, as malcriações com os avós e o quarto de cabeça para baixo. Seguindo as dicas da SuperNanny, por mais incrível que pareça, você vai pôr os pestinhas na linha.

Imponha regras básicas Regrinhas simples resolvem a desobediência. Por exemplo, não deixe que a criança grite ou chore sem motivo. Xingar ou bater também não vale. É só estabelecer e cumprir as regras, de acordo com aquilo que consideram melhor para a sua família.
Faça as regras valerem Depois de estabelecidas, é importante que o cumprimento das regras seja feito dentro e fora de casa. Não é porque estão na casa dos tios ou dos avós, por exemplo, que os pais podem permitir a desobediência.
Cantinho da disciplina e método da recompensa Caso a criança não obedeça as regras, os pais devem aplicar o método do cantinho da disciplina. Ensinada no programa, a técnica consiste em deixar a criança desobediente, por alguns minutos, pensando na peraltice que fez. Depois de se conscientizar do erro, ela pede desculpa aos pais e pode sair do castigo. Já quando ela se comporta bem, os pais devem estimulá-la e lhe proporcionar alguns momentos bons, o que eu chamo de método da recompensa.
Driblando o ciúme entre irmãos Seguindo os conselhos da superbabá do SBT, você vai ver as rixinhas entre seus filhos acabarem. Cris Poli ensina o passo-a-passo do combate ao ciúme.
Atenção dividida Os pais têm que ter muito cuidado para dar atenção individual a cada filho. O ciúme surge quando a criança se sente deixada de lado com a chegada de um novo irmãozinho. Os pais devem reparar na divisão e na qualidade do tempo que passam com cada filho. Leia uma historinha para o mais novo dormir e participe da brincadeira preferida do mais velho, por exemplo.
Bandeira branca Se, além do ciúme, as brigas entre os irmãos acabam com a paz do seu lar, aprenda a inverter o jogo. Com os truques da pedagoga que virou babá de plantão, você vai esquecer o clima tenso que costumava dominar a sua casa.
Ocupe o tempo dos briguentinhos As brigas acontecem, na maioria dos casos, quando as crianças não têm nada para fazer. Ou seja, em 95% dos casos que eu tenho visto, os conflitos são causados quando as crianças estão com tempo ocioso. Sem nada mais interessante para fazer, eles acabam inventando motivos para as brigas. Então, a dica é ocupar o tempo deles.
Evite a TV e a disputa por ela Mas, ocupar o tempo, não significa deixar a criança a tarde toda em frente à televisão. Sou ultracontrária a ligar o aparelho e deixar a criança lá. Os pais ou a pessoa que passa boa parte do dia com as crianças podem ocupar o tempo deles com brincadeiras e atividades direcionadas a cada idade, como desenhos, pinturas, jogos. Se os pais estiverem livres, é interessante que também brinquem com as crianças.
Fim da greve de fome Ao anunciar que o almoço está na mesa, seu filho vira um fugitivo e você precisa praticar cooper pela casa toda? A SuperNanny resolve seus problemas.
Operação papa-tudo Dificuldades na hora de comer são bastante variadas, mas basta analisar o ambiente que a criança senta na hora de comer para começar a solucionar o dilema. Geralmente, o que a mãe oferece é um prato de comida em cima da mesa sem nenhum tipo de atrativo. Se a criança já tem problema para comer, piora ainda mais porque não existe incentivo. Eu, particularmente, acho mais gostoso uma mesa sempre bem arrumada, bonitinha. Não estou falando de coisas caras, mas de usar objetos que já existem em casa, como, por exemplo, uma toalha bonita, ou um copinho infantil que chame a atenção da criança. Os pais podem comprar aqueles copos com biquinhos diferentes ou de algum super-herói. Eles adoram!
Plano B Quando o problema para comer é mais grave, a alternativa é fazer decorações no prato. Em uma das casas que fui, ensinei a mãe a fazer uma decoração com a própria comida. Coloquei as folhas de alface todas picadinhas, representando o cabelo da menininha; duas rodelas de pepino, fazendo os olhinhos; um pedaço de cenoura cortado em triângulo, como se fosse o nariz; uma rodela de tomate cortada ao meio para fazer a boca, e dois tomates cerejas para as bochechinhas. Quando a criança viu o prato, ela ficou encantada. Não comeu muito, mas já comeu alguma coisa. O intuito é justamente esse: estimular aos poucos. Com o prato principal, apertei bem o arroz em uma cumbuquinha e desmontei no prato, formando uma montanha. Depois, despejei o feijão em volta, como se fosse uma ilha e coloquei pedacinhos de frango, representando os peixinhos. Com coisas simples e com a própria comida, os pais podem fazer coisas bem legais para chamar a atenção das crianças. Só é preciso criatividade.
Livres das fraldas Se você não vê a hora de seu pimpolho abandonar as fraldas, mas não tem nem idéia de como ensiná-lo - ou convencê-lo - a usar o banheiro, a pedagoga com poderes especiais aponta a solução.
Maturidade em primeiro lugar A criança precisa estar madura para poder identificar a hora em que está com vontade de fazer xixi ou cocô e pedir para que a levem ao banheiro. Normalmente, isso acontece entre dois e três anos. Mas é uma coisa que os pais precisam observar na criança, já que não existe idade certa. Quando ela começa a ter consciência do próprio corpinho, eles podem tomar a decisão de tirar a fralda. E nada de fazer rodízio de fralda, permitindo o uso um dia e cortando no outro, isso confunde a criança. Também é preciso dedicação para levar a criança ao peniquinho a cada uma ou duas horas, para incentivá-la e ensiná-la a fazer as necessidades. Tenho três filhos e o método funcionou com os três. Brinco dizendo que se funcionou com eles, pode funcionar com toda criança.
Atrativos em açãoHoje em dia, é fácil encontrar artifícios para estimular as crianças a usarem o penico. Lembro de uma casa na primeira temporada, em que demos um troninho que tocava música quando a menina o usava. Ela adorou e queria fazer xixi a toda hora.
Ida à escola sem birra Muito chororô acompanhado de uma porção de manhas compõem o ritual do seu filho na hora de ir para o colégio? Nanny desvenda o problema e aponta a solução.
Nota dez A escolha da escola é uma coisa muito importante. Nos casos de impossibilidade econômica, nem sempre essa escolha é feita de maneira consciente. Mas dentro do possível, eu aconselho que a escolha da escola seja muito bem pensada. Os pais devem procurar informações sobre a proposta, conhecer um pouco do ambiente em que o filho vai viver, saber como os profissionais de lá vão tratar a criança. É preciso ter plena confiança na instituição e ficar tranqüilo.
Sem grilo Outra questão importante é o método utilizado pela escola. Se você é de uma família liberal, não adianta colocar seu filho em um colégio muito rígido. Fazendo a escolha certa, a criança vai para a escola com prazer, mesmo os pequenininhos. Se você notar que seu filho está tendo dificuldade, ou que ele hesita na hora de ir à escola, vá atrás. Quando está tudo bem, ela gosta de estar com os amiguinhos, de fazer outras atividades e de aprender coisas novas.
Os Pais também precisam aprender a se comportar
"Lidar com os erros dos pais certamente é mais difícil que educar as crianças. Os filhos refletem o mau comportamento dos adultos (que, certamente, não melhoram com o cantinho da disciplina, por exemplo)", afirma Cris Poli. Ela diz ainda que, muitas vezes, os pais não têm idéia de onde estão errando. Em uma de suas visitas, SuperNanny resolve o problema mostrando algumas gravações do dia-a-dia aos responsáveis. "É engraçado, os próprios pais se espantam com suas atitudes", comenta.
Driblando a concorrência das 17 mil famílias inscritas para serem ajudadas pela babá, o Minha Vida pediu à Cris Poli que apontasse as principais falhas cometidas pelos adultos, atualmente. Sem nem piscar, a pedagoga dispara: tudo se resume à culpa por trabalhar fora.
"Ausentes na maior parte do dia, esses pais acabam se culpando por não fazerem parte da rotina da criança. Isso se reflete em excesso de liberdade para elas e falta de autoridade da parte deles, que terminam fazendo todas as vontades dos filhos. Não é raro encontrar crianças que se comportam melhor com a empregada. A solução é não ter medo de impor limites".
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ESTUDO DE CASO PSICOPEDAGÓGICO E INTERVENÇÃO ESCOLAR

http://www.portalcatalao.com/painel_clientes/cesuc/painel/arquivos/upload/temp/a07e1bd2dd88a3f904e957c129bfdce6.pdf

CONHEÇA O SÍMBOLO DA PSICOPEDAGOGIA

CONHEÇA O SÍMBOLO DA PSICOPEDAGOGIA

firefox É com imensa satisfação que apresentamos o Símbolo da Psicopedagogia, eleito por maioria de votos no VIII Congresso Brasileiro de Psicopedagogia realizado em São Paulo de 9 a 11 de junho de 2009.
A Diretoria Executiva da ABPp, por quase uma década tem se mobilizado de diferentes formas para que fosse criado e adotado um símbolo que representasse a atividade profissional do Psicopedagogo.
A idéia foi encampada pelo Conselho Nacional da ABPp que, após vários estudos e sugestões trazidas pelas Seções e Núcleos, se propôs a fazer um trabalho reflexivo com o grupo de conselheiras, para que as idéias pudessem ser gestadas a partir dos conceitos que norteiam a identidade da Psicopedagogia, a fim de que a escolha pudesse ser a que melhor representasse os objetivos propostos.
Assim, ao se definir e conceber o símbolo da profissão, buscamos produzir uma síntese das consciências particulares, estabelecendo, consequentemente, através daquela concepção, a consciência coletiva do segmento profissional.
Inspirado nos valores éticos inerentes à nossa profissão e nos princípios e significados da simbologia, o símbolo deveria traduzir toda a grandeza da Psicopedagogia. Nossa proposta para sua criação tinha como objetivo estabelecer o vínculo com nossa história e, resgatar seu real significado que, hoje mais do que nunca, permanece através da legitimidade que a sociedade lhe atribui.
Como resultado de todo este processo, a proposta de se partir da simbologia da Fita de Möbius foi aprovada.

Por que Fita de Möbius?

Em 1858, o matemático e astrônomo alemão Auguste Ferdinand Möbius ao pesquisar o desenvolvimento de uma Teoria dos Poliedros, descobriu uma curiosa superfície que ficou conhecida com seu nome, a Fita de Möbius. É uma fita simples que tem duas superfícies distintas (uma interna e outra externa) limitadas por duas margens. Trata-se de uma superfície de duas dimensões com um lado apenas. Assim, se caminharmos continuamente ao longo da fita, atravessamos ora uma, ora outra dimensão.
O que encanta nesta fita é a sua extraordinária simplicidade aliada a um resultado complexo – transformando o finito em infinito.
Estas idéias foram passadas para dois design-gráficos que apresentaram algumas propostas, as quais foram apresentadas para no VIII Congresso Brasileiro de Psicopedagogia para que os congressistas votassem.

O significado do Símbolo eleito foi descrito da seguinte forma:

Fita de Moebüs com 3 voltas. Representa o olhar do Psicopedagogo. As voltas estão dispostas de forma a representar a aprendizagem do indivíduo. O círculo central representa o indivíduo em processo para a aquisição de conhecimento, chegando ao fim com mudanças perceptíveis (círculo vermelho).
Esse símbolo foi assim representado com o propósito de caracterizar nossa área de atuação, representando o Psicopedagogo com suas características próprias.
Quézia Bombonatto
Presidente Nacional da ABPp

DISLÉXIA

DISLEXIA

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Qual a origem da dislexia ou das dislexias? Os maus leitores são conseqüências de maus métodos do ensino da leitura? A dislexia é hereditária?

 CARACTERÍSTICAS E DEFINIÇÃO
Dislexia pode ser definida como a situação na qual a criança é incapaz de ler com a mesma facilidade com que lêem as crianças do mesmo grupo etário, apesar de possuir uma inteligência normal, saúde e órgãos sensoriais intactos, liberdade emocional, motivação e incentivos normais, bem como instrução adequada.


A dislexia é um problema que se detecta em crianças que sofrem dificuldades de leitura. Os testes psicopedagógicos, com uma relativa precisão, diagnosticam as dificuldades de aprendizagem relacionadas à linguagem.
Entende-se por dislexia “um conjunto de sintomas reveladores” de uma disfunção parietal (o lobo do cérebro onde fica o centro nervoso da escrita), geralmente hereditária, ou às vezes adquirida, que afeta a aprendizagem da leitura num contínuo que se estende do leve sintoma ao sintoma grave. É freqüentemente acompanhada de transtornos na aprendizagem da escrita, ortografia, gramática e redação, a qual afeta os meninos em uma proporção maior dos que as meninas.
A dislexia é uma das mais comuns deficiências de aprendizado. Segundo pesquisas realizadas, 20% de todas as crianças sofrem de dislexia – o que causa com que elas tenham grande dificuldade ao aprender a ler, escrever e soletrar. Pessoas disléxicas– e que nunca se trataram – lêem com dificuldade, pois é difícil para elas assimilarem palavras. Disléxicos também geralmente soletram muito mal. Isto não quer dizer que crianças disléxicas são menos inteligentes; aliás, muitas delas apresentam um grau de inteligência normal ou até superior ao da maioria da população.
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A definição vem do grego e do latim: Dis, de distúrbio, vem do latim, e Lexia, do grego, significa linguagem. Ou seja, “Dislexia é uma disfunção neurológica que apresenta como conseqüência dificuldades na leitura e escrita”.
Os Fonoaudiólogos especialistas em voz definem dislexia como a dificuldade específica que afeta a aprendizagem da decodificação do sistema verbal escrito, classificada entre as patologias de linguagem, mais especificamente de linguagem escrita. Crianças disléxicas com dificuldades específicas de leitura e escrita são incapazes de ler com a mesma facilidade que seus colegas da mesma idade, embora possuam inteligência normal, saúde e órgãos sensoriais perfeitos, estejam emocionalmente equilibradas, tenham motivação familiar normal e instrução adequada. Nesse sentido, a dislexia persiste apesar da boa escolaridade. Então,faz-se necessário que pais, professores e educadores estejam cientes de que um alto número de crianças sofre desse mal. Caso contrário, eles confundirão dislexia com preguiça ou má disciplina. É normal que crianças disléxicas expressem sua frustração por meio de mau-comportamento dentro e fora da sala de aula. Portanto, pais e educadores devem saber identificar os sinais que indicam que uma criança é disléxica - e não preguiçosa pouco inteligente ou mal-comportada.

TRATAMENTO

Nunca é tarde demais para ensinarem disléxicos a ler e a processar informações com mais eficiência. Entretanto, diferente da fala, que qualquer criança acaba adquirindo, a leitura precisa ser ensinada. Utilizando métodos adequados de tratamento e com muita atenção e carinho, a dislexia pode ser derrotada. Crianças disléxicas que receberam tratamento desde cedo apresentam uma menor dificuldade ao aprender a ler. Isso evita com que a criança se atrase na escola ou passe a desgostar de estudar.
É importante enfatizar que a dislexia não é curada sem um tratamento apropriado.Não se trata de um problema que é superado com o tempo; a dislexia não pode passar despercebida. Pais e professores devem se esforçar para identificar a possibilidade de seus filhos ou alunos sofrerem de dislexia. Crianças disléxicas que foram tratadas desde cedo superam o problema e passam a se assemelhar àquelas que nunca tiveram qualquer dificuldade de aprendizado.
Foram desenvolvidos diversos programas para curar a dislexia. Não há um só tratamento que seja adequado a todas as pessoas. Contudo, a maioria dos tratamentos enfatiza a assimilação de fonemas, o desenvolvimento do vocabulário, a melhoria da compreensão e fluência na leitura. Esses tratamentos ajudam o disléxico a reconhecer sons, sílabas, palavras e, por fim, frases. É aconselhável que a criança disléxica leia em voz alta com um adulto para que ele possa corrigi-la. É importante saber que ajudar disléxicos a melhorar sua leitura é muito trabalhoso e exige muita atenção e repetição.
Mas um bom tratamento certamente rende bons resultados. Alguns estudos sugerem que um tratamento adequado, administrado ainda cedo na vida escolar de uma criança, pode corrigir as falhas nas conexões cerebrais ao ponto que elas desapareçam por completo.
Para o seu tratamento é necessária uma equipe multidisciplinar, quer sejam neurologistas, fonoaudiólogos, psicopedagogos, psicólogos têm que ter uma formação específica nesta área, complementando um sólido conhecimento teórico com uma prática refletida sobre este tema.
No tratamento do disléxico, há, ao nível da clínica médica, neste âmbito da correção das perturbações posturais e proprioceptivas, três processos que se complementam: reprogramação postural e psicomotricidade; modificação da informação visual através de lentes prismáticas de pequena potência; apoio psicopedagógico especializado.

Dislexia é um jeito de ser e de aprender; reflete a expressão individual de uma
mente, muitas vezes arguta e até genial, mas que aprende de maneira diferente.
Uma criança disléxica encontra dificuldade para ler e as frustrações acumuladas podem conduzir a comportamentos anti-sociais, à agressividade e a uma situação de marginalização progressiva.
Pais, professores e educadores devem estar atentos a dois importantes indicadores para o diagnóstico precoce da dislexia: a história pessoal do aluno e as suas manifestações lingüísticas nas aulas de leitura e escrita. Quando os professores se deparam com crianças inteligentes, saudáveis, mas com dificuldade de ler e entender o que leram, devem investigar imediatamente se há existência de casos de dislexia na família e buscar o diagnóstico preciso.Certamente é melhor procurar a ajuda mesmo que se descubra que a criança não precisava, do que deixar de fazê-lo e mais tarde saber que seria necessário.

Marlene Euclides

SÁBADO, 26 de MARÇO de 2011

atividade para berçário



ATIVIDADES PARA CRIANÇAS DO BERÇÁRIO DE 0 À 2 ANOS
• Deixar a criança de bruços (de início 1 ou 2 minutos aumentando aos poucos)
• Virar e revirar a criança na hora de trocar
• Flexionar braços e pernas
• Levantar a criança, segurando-a pelas mãos (até sentar)
• Colocar a criança no chão forrado, deitada de costas ou de bruços
• Deixar a criança segurar a mamadeira sozinha (observando a capacidade)
• Confeccionar túneis com caixas de papelão, para a criança atravessar engatinhando.
• Exploração dos sentidos, através do contato físico, estimulação através de conversas e do próprio ambiente
• Deixar brinquedos à disposição
• Tomar sol, brincar na areia, na grama
• Bater palmas, dar adeus, mandar um beijo, estender os braços, apontar
• Repetir nome de objetos e pessoas
• Conversar o mais possível com as crianças para estimular a linguagem
• Cantar canções de ninar
• Conversar sobre ações que estão sendo realizadas
• Colocar músicas suaves para repouso ou no horário das refeições ( o som deve ser baixo)
• Encaixe de figuras geométricas
• Movimentos com brinquedos (argolas de borracha, bonequinhos ou animais de material macio), colocado ao alcance das mãos da criança para que possa segurar, apertar, acariciar e/ou jogar.
• Fazer caretas, piscar, sorrir para que a criança imite
• Esconder objetos e fazer com que a criança encontre-os
• Dar papel para rasgar e amassar
• Dar revistas para a criança folhear á vontade
• Estimular a ficar em pé segurando-a nas duas mãos
• Preparação para andar: segurar a criança pela bacia ou pelos rins, fazendo com que ela vire o peito para um lado, depois para outro, com os pés encostados no chão, o corpo ligeiramente projetado para a frente
• Exercícios de enfileirar e empilhar cubos, champinhas, tirar e colocar objetos em recipientes, colocar anéis em pinos, encaixar peças
• Produzir um som, através do contato de dois objetos e fazer com que a criança reproduza-os, se não conseguir da primeira vez, ajudá-la
• Estimular a criança a conhecer as partes de seu corpo. Mostrar o nariz, colocando-se na primeira vez, o dedo no seu nariz, repetindo algumas vezes
• Soprar penas, velas, apitos, algodão, canudos.
• Deixar a criança brincar no chuveiro ou banheira, com brinquedos durante 10 a 15 minutos
• Enfiar barbantes nos carreteis
• Fazer 2 riscas no chão e colocar um brinquedo no final das riscas. Pedir à criança que caminhe dentro das linhas e olhe o brinquedo
• Passeios a diferentes locais, para que possa adquirir percepção do ambiente que a rodeia e o movimento dos objetos
• Apresentar à criança objetos sonoros para brincar (sininhos, chocalhos, etc)
• Procurar que a criança cheire o sabonete, talco ou loção na hora do banho ou na troca das fraldas.
• Utilizar alimentos de diferentes sabores (doce, salgado, azedo, ácido, amargo) para que possa desenvolver o sentido do paladar
• Colocar açúcar ao redor dos lábios
• Manusear a mão da criança e fazê-la que sinta a do adulto. Permitir-lhe que explore a face do adulto e a sua própria, assim como outras partes do corpo.
• Proporcionar o prazer das cócegas
• Colocar a criança em frente ao espelho, chamando atenção para sua imagem, movimentando seu corpo.
• Cartazes com figuras grandes e coloridas para enfeitar a sala e despertar a curiosidade da criança
• Brincar com bolas livremente
• Subir e descer escadas com auxílio
• Chamar a criança sempre pelo nome

DIFERENÇAS ENTRE DIFICULDADES...DISTÚRBIOS...TRANSTORNOS...

DIFICULDADES... DISTÚRBIOS... TRANSTORNO...

Primeiramente, é preciso que reconheçamos as diferenças entre distúrbio, transtorno e dificuldade, o que acontece com base não só na região cerebral afetada e na função comprometida como também nos problemas resultantes de cada condição.

A palavra distúrbio pode ser traduzida como “anormalidade patológica por alteração violenta na ordem natural”. Assim, o distúrbio é uma disfunção no processo natural da aquisição de aprendizagem, ou seja, na seleção do estímulo, no processamento e no armazenamento da informação e, conseqüentemente, na emissão da resposta. É um problema em nível individual e orgânico, que resulta em déficits nas medidas das habilidades de linguagem: fala, leitura e escrita. É uma disfunção na região parietal do cérebro, com falha na atenção sustentada, no processamento do estímulo e na resposta a ele, causando lentidão no processamento cognitivo e na leitura, sem comprometimento comportamental aparente.
O transtorno decorre de uma disfunção na região frontal do cérebro, que provoca perturbação na pessoa devido à falha na entrada do estímulo, e da integração de informações, comprometendo a atenção seletiva e gerando impulsividade e dificuldade visuo-motora. As respostas em tarefas que exigem habilidade de leitura e memória de trabalho são inibitórias. Com isso, esse quadro transtorna a vida da pessoa, em razão do evidente comprometimento comportamental.

Já a característica principal da dificuldade é ser escolar. Nas dificuldades escolares estão inseridos os atrasos no desempenho acadêmico por falta de interesse, perturbação emocional, inadequação metodológica ou mudança no padrão de exigência da escola, ou seja, diversas alterações evolutivas normais que, no passado, já foram consideradas como alterações patológicas. Pain (1981) considera a dificuldade de aprendizagem um sintoma, que cumpre uma função positiva, tão integrativa como o aprender: por ser intimamente ligada à escola, às metodologias empregadas, ao despreparo profissional e às mudanças sociais e culturais, sinaliza qual pode ser a remediação a ser realizada por uma melhor prática pedagógica.
 Em resumo, os distúrbios e transtornos de aprendizagem requerem uma equipe multidisciplinar, enquanto as dificuldades escolares pedem acompanhamento psicopedagógico.
Podemos concluir, então, que a neurociência abriu as suas fronteiras e, nesse contexto, faz-se cessária uma mudança de paradigmas no sistema educacional, de modo que a interface entre saúde e educação - na qual o assunto é o aprendizado normal e seus principais problemas - possa gerar uma neuropedagogia. Juntas, essas duas áreas certamente poderão trilhar, de modo muito melhor, os caminhos para alcançar nosso objetivo: a plena realização de todo ser humano, respeitando-se a habilidade de cada um.